quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Querido diário ...(2)

Tive minhas considerações interrompidas. O que até foi bom, achei que depois seria possível iniciar meu trabalho produtivo (A minha improdução hoje já foi grande!) Não consigo (E não sou a única!). É muita informação ... Sexo, traição, crime...
Sabem o que estavam discutindo no corredor? a) Os destinos da greve infindável? b) A falta de vergonha na cara dos políticos? c) A situação na Síria?
 Nã-ná-ni-na-não. O índice da maldade! Era isso! Em criativa associação de ideias, algumas colegas (as propensas a surtos psicóticos e com padrões de exposição excessiva) estavam avaliando Carminha e Nina (personagens de novela), segundo os critérios do programa que dá notas para criminosos. Obviamente, comentários sobre o agora chamado "Caso do Alce" também eram feitos. Passei correndo e tive uma epifania. O que há de diferente é que alguns desdobramentos do Caso do Alce poderiam ser graves. Poderiam ... Se essa gente se levasse à sério.
Na verdade, já deveria ter me acostumado com a "cultura da superexposição". Não há mais assunto privado. Não faz muito uma das queridas, passou pela sala do café alardeando que estava indo ao médico porque estava com a "tcheca" ardendo. Acrescentou que não foi por uso excessivo, apenas tinha passado a noite se coçando. Com a mesma cara que disse isso foi e voltou. No dia seguinte fez notáveis elogios ao medicamento receitado. Também recentemente, o mau funcionamento dos intestinos do grupo foi assunto de demorada conversa, com depoimentos pungentes...  E por ai vai ... Juro vou tentar desviar a mente. Tenho muito que escrever. (Não vai ser fácil.)




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