segunda-feira, 31 de maio de 2010

Minha tribo sou eu!

http://macariocampos.blogspot.com/2010/03/kuarup-ultima-viagem-de-orlando-villas.html

O que as pessoas fazem durante uma reunião longa, longa e chata? Os participantes podem ser divididos em dois grupos: ou são caciques e aspirantes a cacique ou são os índios. (Nesse ponto do raciocínio, começou a minha trilha sonora mental especial para essa reunião. Segui o resto da manhã com Zeca Baleiro.) Os primeiros prestam atenção em tudo, anotam informações. Acham que tem por obrigação falar (Qualquer coisa mesmo, não importa o que.) Ficam “se preparando” para intervir. Os outros? Lêem jornal, corrigem provas, fazem desenhos nos papéis, escrevem coisas pessoais, arrumam as agendas, trabalham tranqüilos. Quando acaba o que fazer, usam o celular para jogar ou navegar! Obviamente, tudo muito discreto, com um aparente interesse pelo que se passa na sala. Acho até bobagem disfarçar. O primeiro grupo é tão de-si-mesmo que nem repara no restante. De qualquer modo, ninguém quer pagar mico. Mantemos a pose!

Resignar-me com a má sorte?

http://fc05.deviantart.net/fs23/f/2008/026/2/a/Manic_Depression_by_DecadentDementia.jpg

Não. Não consigo.Depois que passou a primeira fase da reunião o meu sentimento de revolta não desapareceu. Acho que não consigo passar com competência pelas fases clássicas da dor-da-perda: Neguei, fiquei com raiva, fiz barganhas imaginárias e fiquei deprimida. Mas não nessa ordem e sem chegar com sucesso a aceitação final. (Eu sou apenas suplente! Era meu colega que devia participar dessa besteira! Tinha que ter ficado doente! Doente? Duvido! Duvido, mesmo! Acho que ele leu a pauta, viu o tamanho da encrenca e saltou fora! M...! M...! M...!) O máximo que consegui foi trocar de lugar. Fiquei beeeemm atrás, para ter o mínimo de liberdade de ler/escrever o que quizesse! (Oh! Que vantagem! Eu mesma me emociono com a minha esperteza!)

Questões que definem o destino da humanidade

A grande questão, a primeira de todas: Uma sessão pode ser aberta por uma pessoa e concluída por outra? Ao ouvir isso, foi instantâneo pensar: Mas que diferença faz!?! É óbvio! Que importa quem vai ficar usando o microfone principal para dar palavra aos outros! Não acreditei quando ouvi: "Tenho um óbice, Magnífico! Em que parágrafo do nosso estatuto esse procedimento é legitimado?" E alguém mandou esse "mala" enfiar a viola-no-saco? Alguém disse: “Vai te catar! Tanto faz, tanto fez!” ??? Não!!! Ao contrário, mais quatro ou cinco fizeram coro e questão de que se encontrasse, no texto do regimento, o artigo que possibilitava a substituição! Quanto tempo levou isso? Entre 27 e 32 minutos! Quando a reunião começou de-verdade? 9:10 (Tenho TUDO registrado na agenda! Os Manuscritos do Mar Morto serão documentos de segunda categoria, depois que o mundo descobrir a minha agenda!)

Fantasmas da sexta-feira passada

http://www.iwatchstuff.com/2006/09/08/travolta-hairspray.jpg

Nem o fim de semana calmo, nem as atividades amenas dessa manhã conseguiram dissipar as lembranças da sexta-feira maluca. Meu pensamento é assaltado por imagens e frases, a memória persiste. Uma imagem mais frequente é a do primeiro desenho (fiz muitos). A burocracia é uma senhora de mais ou menos cinquenta anos, obesa, enfeitada, sorridente e de gestos largos. Está andando ao lado da democracia, a irmã gêmea dela. Por que acho isso? Por que não homens? Porque eu sou óbvia e pouco criativa! Se as palavras são substantivos femininos ... De onde vem tanta inspiração? Da reunião do conselho maior da institução. Aquele que reúne três representantes de cada corredor que existe por aqui e que tem sessões mensais que costumam iniciar às 8:00 e terminar depois da 12:45. Sem intervalo!

Podia até fazer um projeto de camiseta com a frase:
Reunião do Conselho - Fui e fiquei sequelada!

sábado, 29 de maio de 2010

Achados da sexta-feira maluca


Foi por esse universo "cool and nice" que circulei ontem à tarde. Por mistérios que transcendem a minha capacidade de explicação, não foi possível usar o blogger. Fica aqui o registro de boas imagens no primeiro e de textos+imagens interessantes no segundo. Acho que vou levar a sério o título do post "Snow days are for garden planning". Estava apenas frio (mas não tanto), só que agora começou a chover. (Está chuvendo de novo!!!) Vou fazer lista de "coisas-do-jardim-para quando-parar-de-chover". Depois, cantar um mantra e pedir proteção às deusas do bom-craft e da decoração-de-interiores-feita-com bom-senso. Em troca prometo: Não vou parar em blog xoxo. Não vou ler postagem melequenta cheia de risadinha. Não vou olhar foto mal feita. Juro que nesse fim de semana, se não for bom, passa fora!

Sou obrigada a fazer isso! É trabalho!




(Imagens de http://flowerpicturegallery.com/v/garden-flowers-gallery/)

É por isso que ainda não matei ninguém. Não sou uma "serial killer" dizimadora de colegas idiotas porque eu ainda posso fazer isso. Não, não é diversão. Não estou desviando de minhas funções. Eu preciso preparar aulas! Sempre repito: Amo meu trabalho. Ultimamente essa frase ficou mais longa (Amo o meu trabalho, principalmente quando trabalho sozinha!). Mas isso é outra história (Praticamente uma novela!).

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Relatos de um dia estranho (IV)


Acho que não vou viver o dia de hoje. Só vou passar a limpo o dia de ontem! Eu merecia uma tarde mais calma e produtiva. Mas não, nesse mundo não há justiça! A tarde foi atribulada também. Uma colega surtou com os alunos. Berrou, sapateou, só faltou bater! E eles? Vieram, todos, prestar seus depoimentos e apresentar reclamações. Teve um até se queixando da má qualidade do transporte coletivo. Só faltou alguém mencionar o acordo Irã-Turquia-Brasil! Pode? Despachei na maior velocidade possível o meu estoque de “panos quentes”. Afinal agora não é hora de resolver nada. Vamos deixar esse assunto sedimentar, conversem entre vocês, organizem as idéias, sejam mais objetivos, façam uma lista de solicitações, não é momento, reflitam, pensem e avaliem, depois então... etc, etc, etc, etc Livre dos alunos, chega a colega ainda verde de ira, com um discurso indignado (e loooooongo). Os comentários listados abaixo, com certeza ouvi duas vezes (ou mais):
a falta de responsabilidade, a pouca vontade de ler, a absoluta inércia, o desejo de coisas prontas e fáceis, a incapacidade de raciocinar ...
Ou seja, as constatações óbvias sobre o estado atual da intectualidade dos adultos jovens com os quais trabalhamos! Ouvi. Com a mais santa paciência! Por dentro me perguntava:
1) Para quem essa demente pensava que estava dando aula?
2) Em que mundo essa desajustada pensa que está?
3) Oi? Nasceu ontem? Como uma macaca velha ainda são sabe reconhecer os limites de seus alunos?
4) Que medicamento ela está usando?
5) Será que ela nunca reparou que eles são meio-assim-mesmo? Ou nunca se importou com isso?
No final da lenga-lenga toda obtive a resposta:
Essa mulher NUNCA fez avaliação! Por que resolveu fazer agora???
Conclusão: Ah! Vai te catar! Vai para casa brincar com o cachorro! Mas vê se ele não te morde! Sem noção!

Relatos de um dia estranho (III)

http://www.epica-awards.com/pages/results/2007/finalists/print/images/20_01769_007_Econ_Curiosity.jpg
Não tinha caminhão dos bombeiros na minha casa. A minha faxineira, que mora perto (Sou uma criatura que não pode se queixar da sorte!) já estava no controle da situação. Tinha entrado, desligado o fogão e telefonado para a secretária. O erro foi ter “tentado”contar a história para pobre pequinesa que, meio fraca das idéias, apavorou-se quando ouviu que a cozinha estava cheia de fumaça. Segunda a minha vizinha, ela nem desligou o telefone e foi me avisar. (Certamente haverei de ouvir outra versão desse telefonema). Enfim, terminada a sessão de apresentações e explicações (Sim, porque a vizinhaça era só janela aberta! Veio gente que eu nunca tinha visto, nem de longe! Foi quase um “DIA DO VIZINHO”.) e esfriada a panela, até eu me surpreendi! O feijão (óbvio) estava calcinado (Dava para fazer análise de cinzas!), o fundo da panela ficou arredondado, mas a tampa, que é o que interessa, estava bem colocada. Abria e fechava corretamente. Foi só trocar a borracha! E por dentro, o fundo? Ficou escuro, mas nada grudou. Era só feijão e água. Foi-se a água e o feijão virou cinza. O que sobrou saiu com uma boa esfregada!

Relatos de um dia estranho (II)


Às dez da manhã, com um mau humor de cão atado, com a barra da calça colada com dupla face, com um ou dois grampos perdidos dentro da bota e com a certeza que uma perna estava mais comprida que a outra, eu me esforçava para aparentar que ouvia a história triste e longa (na verdade muuuuito mais longa que triste) da vida de uma aluna. Faz parte! Mas por que as pessoas imaginam que os relatos de suas vidas são empolgantes-interessantes-importantes para terceiros? Filha, tua vida não é novela! E se fosse eu não acompanhava! Vai logo para o "então eu ..." No meio dessa farsa assistencialista, (Enquanto eu pensava em: 1) tirar a bota esquerda para me livrar dos grampinhos, 2) pedir a fita dupla face emprestada de nov0, 3) ir ao banheiro e tirar a calça para refazer a barra, 4) mandar aquela criatura calar a boca e sumir da minha sala), chega a secretária com os olhos arregaladíssimos. (Só então me dei conta porque sempre achei a cara dela estranha. É praticamente um cão pequinês!) Sem bom dia ou com licença, olhou para mim e soltou bem depressa: A-vizinha-disse-que-a-tua-cozinha-tá-pegando-fogo!
Como eu saí do prédio? Não sei! Só não chamei os bombeiros porque imaginei que eles já estavam lá! Foi na última curva da estrada meus três neurônios fizeram sinapse. Lembrei do feijão e me acalmei. Sei bem como é: muita fumaça e pouco estrago! Tenho experiênciaS préviaS!!!

Relatos de um dia estranho (I)

Acordar com portas batendo, estalos de galhos quebrando e sol nascente. Um céu daqueles pintados em imagens de Jesus! Tudo muito confuso para um cérebro ainda adormecido. Ontem era dia especial. O corredor das salas de permanência ficou interditado até às 9:00 para consertos no piso. Na ilusão do "vai-dar-tempo", resolvi marcar a bainha de uma calça nova e colocar o feijão para cozinhar. Uso técnicas muito sofisticadas para realizar essas tarefas: dobro e grampeio (a calça) e jogo o feijão da embalgem para a panela de presão. (Minha mãe já deixa escolhido! Mãe é mãe! Eu também vou fazer isso para minha filha, se não estiver muito lesa quando for velha!). A costureira nunca reclamou e, depois de temperado, meu feijão não faz feio! Pois a M... é que saí de casa sem trocar a calça e sem desligar o fogão. Claro, não basta a queda, tem que ter o coice!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Memórias digitalizadas

Se tempo eu tivesse, digitalizava as revistas da minha avó! São lindas, tanto os trabalhos em "crochet" e "tricot" quanto as composições. Os cenários e as modelos são muito bons. Para que fique o registro, essas preciosas revistas são da década de 40 e 50. POr três gerações elas tem sido proetegidas contra os ataques de baratas e traças. Escanearia (verbo estranho, ainda mais nesse tempo) também os primeiros volumes do Mundo da Criança. Procurei. Jurava que seria fácil de encontrar. Achei em sebos, coleções completas, os 15 volumes por R$300,00. Mas na rede, há apenas algumas imagens, com pouca qualidade e sem referência. Sei quais são do Livro 1 e 2 porque conheço muito bem todas! Foram as imagens mais queridas da minha infância e as transportei para a infância da minha filha. Se eu tivesse tempo, meu passado seria escaneado!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Não é todo mundo que pode...

Não é todo mundo que pode tirar foto de si mesma e ficar com a cara só um pouco estranha! Esquece se tiver bracinho curto. Pior será ainda se, além de curto, o braço for gorducho e peludinho! Bebeu de demais, se entusiasmou com amigas e cometeu esse erro? Por favor, apaga a foto no outro dia. Não publica!

Não é todo mundo que pode ...


Não é todo mundo que pode usar meia-pata-tipo-boneca-com-pulseirinha. Pode ficar muito, muito estranho. Coisa de circo mesmo!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Eu não tenho culpa, é a humanidade que me provoca!

Eu só acordei atrasada. Eu não acordei destapada. Eu não levantei virada para o lado Negro da Força. Acontece que, quando resolvi relaxar um pouco, vadiar na rede em busca de nada-útil-para-o-momento, me deparei com isso. Situações como essa são impositivas, elas exigem que meu cérebro formule perguntas. Não há como evitar alguns questionamentos complexos.

Se alguém gosta disso,

por que faz ISSO?
Por que?

a) Mas "tá quase igual"! (Causa provável: deficiência visual)

b) Mas "ficou melhor"! (Problemas com a interpretação da realidade?)

c) "M...! Com o dinheiro que eu tenho é o que dá!" (Merece minha solidariedade. Vou doar capa para o sofá ou um tapete!)

Bola-de-neve?

Essa expressão é um ícone de subserviência cultural! Quem aqui já viu uma bola de neve! E moramos num dos lugares mais frios desse país-continente-tropical-abençoado-por-Deus (Pronto! Voltei a sem infectada por música antiga ruim! Agora isso vai sem minha trilha mental! Pelo menos até eu achar os fones e abrir o media player. Sim, eu ainda uso!) Voltando ao tema. Qual era? Thinha um? Ah! Sim. Bola de neve não existe. Nem nos mais frios invernos. Juntar a neve é complicado, cai - mas é só um pouco, forma camadas finas de mais. Não tem como “rolar e ver crescer”. Como essa lenga-lenga começou? Ouvindo a gorda-imensamente-loira pontificando: “Quando a gente acorda atrasada, é uma bola de neve! O dia inteiro fica comprometido!” Pensei logo: Sai pra-lá! Tesconjuro! Vai rogar praga no espelho! Que sintonia. Ela também acordou atrasada! Com uma diferença: eu corri atrás do prejuízo e já tenho tudo em ordem (até as unhas). Ela vai passar se lamentando o resto do dia. Antípodas. Realidade paralela, numa dimensão inversa ela sou eu e vice-versa? Isso é tema para pesadelo!

Achar felicidade nas coisas pequenas? Às vezes .

Acordei atrasada. Despejei a criança no portão da escola "just-in-time". Ela estava um pouco mal penteada e sem lanche, mas com vinte reais na mão e uma escova na mochila. (Tudo isso, mãe? Não tenho menos. Cuida o troco e te penteia. Tchau!) O inimaginável para esse cérebro de mãe foi a felicidade da criatura! Só faltou dar um Uhhhhuuu! Tô atrasada!!!! quando desceu do carro. Vai ser apenas a última a entrar na sala, dentro dos cinco minutos de tolerância. Tinha me esquecido que as transgressões tem seus encantos. Elas geram histórias para contar. Sem querer fiz alguém feliz! Eu mesma, porém... Já passei dessa fase (É, faz tempo!). Estou aqui, filosofando sobre a alma juvenil e lamentando algumas coisas que não puderam ser feitas ao amanhecer. Enquanto o esmalte não seca, vou ficar teclando devagar - torcendo que ninguém entre nessa sala. Pintar as unhas no local de trabalho não é divertido, é constrangedor!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Não é todo mundo que pode ... (I)


Não é todo mundo que pode brincar de Beyoncé!

"Tesconjuro!" Como diria Dona Nena, enquanto molha as plantas e faz o café! Adora uma história e se impressiona com tudo. Arremata sempre um caso triste com um solene tesconjuro (cujo significado, imagino eu, ela nem sabe qual é!)

Fazendo tudo errado (e gostando)

Mãe (que seja responsável) deve cuidar a alimentação dos filhos. Esposa, que seja amorosa e casada com alguém que tem níveis estratosféricos de triglicerídeos, também deve se preocupar com dieta saudável. Quando está frio (Nove graus é frio.) comidas quentes, como sopas e caldos, são bem adequadas. Sei de tudo isso. Então, por que a janta foi cinco (CINCO) pacotes de minitraquinas e quase um pote de sorvete de flocos? Culpa minha? Não-mesmo! Todos concordaram que deveria ficar bom. Absolutamente simples e eu nunca tinha pensado nisso! Dããã! Pegamos no mercadinho (aqui ainda temos a "venda" na esquina) a única bolacha que apresentava alguma posibilidade. Foi facílimo de fazer e a apresentação ficou bem boa. Não mela, não escorre e colocando o sorvete bem no centro é possível apertar as bolachinhas e fazer sanduíches limpos de diferentes espessuras! O próprio recheio da bolacha ajuda a "sustentar" a camada de sorvete! (Tartalette contribuiu mais uma vez para a alegria do meu dia! Obrigada Tartalette!)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Concretizando a perfeição





Perfeito. Dificilmente algo é perfeito. Entendo Platão! Também acho (em alguns dias mais) que nosso mundo é de sombras. Pois bem, em algumas coisas (geralmente absoluta ou absurdamente supérfluas) a perfeição se manifesta. Materializar a perfeição não é tarefa fácil e, na maioria das vezes, nem é atividade meritória. Fazer o melhor bolinho? Para que isso? Ficar horas movimentando morangos entre talheres e copos para que a cena fique "perfeita"? Isso é falta do que fazer! Pode ser, mas traz encanto a esse mundo. As imagens (principalmente as mais recentes) do blog Tartalette conseguiram me colocar em transe estético. (Eu sei que isso não existe.) Fiquei mais tempo do que o usual, lendo (Ela escreve muito bem!) e olhando fotos de comidas e utensílios de cozinha. Não vi a tarde passar. E não lamento o que deixei de fazer.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O melhor é que não suja nada!

Descobri que ler receitas pode ser quase tão gratificante quanto cozinhar. O interessante é que não sou muito de ver programas de culinária. Até assisto, mas não posso dizer que me entusiasmo. As receitas escritas, comentadas e com boas fotos me cativam. Pensando como a minha sogra: O melhor é que não suja nada e não engorda! Hoje, sem problemas, me contento em fantasiar atividades culinárias e comer com os olhos!

Diversão na cozinha alheia

As fotos desse blog são amadoras e deliciosas. A vontade é entrar, sentar e ficar na cozinha de Hélène, olhando e mexendo em tudo, como criança. Pena que não há mercado aberto. Nessas grotas de fim de mundo, quando é feriado, fecha tudo. Não vai ser para a janta de hoje! Amei ambos: a receita de sopa de cebola e o potinho (mas podia ter limpado as melequinhas!)

Visitando cozinhas

Sabe quando há uma sensação de recompensa? Quando algo dá certo e a gente fica feliz-por-dentro? Essa expressão serve para trocadilhos infames e associações impróprias para menores, eu sei! Mas, para mim, é uma boa definição de estado de graça. Que fiz para merecer isso? Nada! E essa é a melhor parte! Não trabalhei, não me esforcei, nem ao menos desejei isso! E ainda assim veio, está em mim essa alegria contida e a consciência de conforto. Porque não basta estar bem, é preciso saber que se está bem! Para isso servem os espelhos! Acordei e dessa vez eu fiz o café. Hiper, mega, uber forte. E com uma pitada de pó de cacau. Só na minha xícara! Para os outros, o leite basta! Nesse estado cafeinado, comendo torta de maçã (Não. Não achei receita nova que valesse trocar pela antiga.) acabei parando na cozinha de Hélène. Gostei do que vi e buscando as referências do blog encontrei Tartalette. São blogs bem diferentes. Tartalette é muito "profissional", bem produzido! La cuizine d' Hélène é isso mesmo: alguém que faz e mostra as coisas bonitas da cozinha e que compartilha também parte da própria vida. Sem exageros, além da culinária é também um-quase-diário da Hélène. Serão boas companhias para o feriado com chuva!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Maçãs imperfeitas (mas ainda gosto delas)



Fiquei procurando imagens da campanha de perfume Nina Ricci (Nina de Nina Ricci). Foi amor a primeira vista (pela campanha publicitária, não pelo perfume). O filme era rápido e achei lindo. Amei também o frasco e a cor. Para depois me decepcionar: nenhuma loja tem a mesma luz das fotos, a cor do frasco na mão da gente não corresponde... Pois sabe que não é fácil achar? (As fotos da campanha, não o perfurme.) Há muitas imagens sem qualidade, arquivos pequenos. Quando eu encontrei algo mais "visível"... Nunca tinha reparado que a menina é meio vesguinha! Não é? Parece um tanto! Tudo bem, não faz mal. É tudo tão mágico que dá para abstrair o "olhar estranho". Tudo bem, também dá para esquecer o pé meio torto apontando sei lá para onde e a sandália que não me agrada. Conclusões: a) Nem sempre é melhor ver as coisas com nitidez. b) Nem sempre ver de perto é melhor. c) Ás vezes, a distância também não ajuda. A torre de maçãs e a árvore de longe ficaram estranhas, perderam a grandiosidade ...

Chuva, liberdade e maçãs

Ontem compramos cinco quilos de maçã. Novíssimas. A produção foi tardia, só agora os vizinhos começaram a vender. Ainda não achei uma receita nova de torta de maçã e a de sempre não quero fazer. Paciência comigo? Sem problemas, eu tenho e os outros também. Até porque não dou chilique, mantenho a pose. Meu marido está no telefone - as visitas não virão. Chegaram sozinhos à conclusão de que pátio+cachorros+crianças+chuva não é uma equação fácil de resolver. Trazer os moleques e não deixá-los brincar no pátio, seria para denunciar ao Conselho Tutelar. Deixar que saiam e brinquem seria loucura. Dia livre. Agora, fiquei mais animada. Vamos aos blogs de culinária!
Em tempo: a ideia de uma chuva de maçãs, de poética (?) passa para ameçadora quando a gente olha para o rosto da modelo. Ela parece aflita - Esse guarda-chuva é nada! Se uma dessas bater no meu nariz ...

Implicando com o sabiá

O fim-de-semana-feriado (Só voltamos na quarta-feira!!!!) vai ser com chuva. Continuo de mau humor (brando), só exercitando perguntas. Sou capaz de criticar o canto do sabiá, como se especialista nisso eu fosse. E me pergunto, enquanto ouço o bicho entusiasmado: Por que com esse tempo de chuvisco e frio ele não cala boca e vai dormir? Por que o amor é lindo e tem uma sabiá nova na área? Vai saber. Pode que a vida amorosa dos sabiás seja muito movimentada. Daria uma novela? Amor, traição, histórias de superação e guerras de interesse envolvendo as minhocas do canteiro de couve? Ai, ai! Meu juízo anda fraco. O café só agora está sendo feito. Não por mim, que continuo aninhada na cama. Achei uma figura que me define em termos de preguiça e falta de vontade de interagir. Difícil está sendo baixar.

domingo, 16 de maio de 2010

Perguntas-sem-respostas (II)

Quem poria isso na sala? De que isso é feito? Quanto essa coisa custou? Mas principalmente: Qual é a visão pelo ângulo oposto? Não, porque se fosse para ficar virado (com a cara para parede) poderia até ter significado. Já pensou? Dependendo da visita que vai ser recebida, a gente gira a mesinha e entenda como quiser ...

Perguntas-sem-respostas (I)

Quem poria uma xícara de chá em uma bancada inclinada? Quem sentaria nessa minúscula escrivaninha para "tomar-chá", colocando um livrinho em baixo do pires para compensar o desnível? Para que aquele pano na cadeira? Por acaso, isso confere um ar de vida-de-verdade? Desde quando coisas jogadas a esmo são sinônimo de realidade? Só se o pano for para secar o chá que, mais cedo ou mais tarde, vai virar ...

Esse domingo... (Parte V)

Fico me perguntando. Hoje sou apenas questões. Não tenho, nem quero, as respostas. Formular perguntas para ficarem abertas tem um significado. É alerta e reflexão inacabada? Ainda que seja sobre bobagens. E bobagens eu vi bastante. É interessante isso. Alguns blogs de arquitetura e decoração, por melhores que sejam, em algum momento apresentam uma proposta mais frágil (Ou absurda mesmo!). Esse não é de profissional do ramo. É só alguém se expondo e, por isso, deu para fazer uma coleção! Então, só resta encerrar e me livrar desse estado de questionamento e pasmaceira. Inicio a série "perguntas-sem-resposta" . Hoje me diverti com o pior das coisas! Consegui, ao menos, equilibrar meu nível de maldade. Já não salta pelos poros, despejei o que pude por aqui!

Esse domingo ... (parte IV)

É bom gostar da própria casa. Quando olhamos o que nos é familiar, às vezes, não são nossos olhos que produzem as imagens. Só isso explica a tia publicar fotos do jardinzinho que, para o resto da humanidade, não será nem “bonitinho” (Na melhor definição: bonitinho é um feio arrumadinho.) Pior que isso, ela nem percebeu que a infeliz da planta dependurada está para lá de murcha. Ô, tia! Jogasse uma água na coitada e fizesse a foto na manhã do outro dia. A planta já estaria melhorzinha!

Esse domingo .. (Parte III)

Na minha série "Perguntas-que-ninguém-responde" esse blog colaborou bastante. A minha primeira pergunta é bem ampla: Por que há tantas blogueiras que não identificam as fontes? Por que algumas se manifestam de modo firme contra a cópia de textos, mas não parecem se importar com as cópias de imagens? Será que acham que fazer uma boa foto, compor um cenário, produzir uma imagem é trabalho irrelevante? Ou será que tais considerações nem passam por essas cabeças?
No caso específico, por que nenhuma das figuras (copiadas em bloco de postagens dos blogs que ela visita) tem créditos? Porque é uma rústica? Tipo... aquelas pessoas que não sabem que é educado dar bom dia e, só por isso, quando entram no elevador não cumprimentam?
Porque é desleixada e fingida? Tipo.. aquelas que colocam uma conversinha no post, quase sempre acompanhada de risadinha: Hi Hi Hi... Gente, não lembro onde achei! Se alguém soube me avise! Hi Hi Hi... Essas sabem que estão fazendo “algo feio” . Então, hi hi hi, se desculpam, mas reincidem no erro, na maior traquilidade!
Outra hipótese: (mais complexa) É uma rústica mal intencionada porque que intui - se alguém bater ali e encontrar a referência correta, vai direto à fonte, onde deve ter mais e melhor. E, nesse caso, Ui perdi a cliente! Não é tão simples, mas cada blog desses estará entre um extremo e outro. Acho que já decidi: para o blog em questão é "rusticidade".

Este domingo ... (Parte II – e acho que vou até XX!)

Se não gostou por que não sai? Porque gosto de não gostar! Preciso dar vazão ao meu mau humor e criticidade exacerbadas (Começou a chover. Não vai dar para trabalhar no jardim. Fiquei frustrada! Tenho que morder alguma coisa! Blogs não tem calorias ...). Vi ali muitas fotos que já tinha encontrado em outros lugares. Reconheci entre os blogs que ela acompanha alguns que já visitei e aos quais às vezes volto. (Não sei onde colocar as vírgulas!) Nada contra a tia manter arquivos do que viu e gostou. Mas porque essa desocupada não informa a origem do material? Por que não indica de onde veio a informação que está usando? (Porque vamos combinar, para a gente ficar fazendo isso de entrar na rede, achar figurinhas, copiar e escrever um pouquinho - bem pouquinho que seja - TEM QUE TER TEMPO! Me sinto feliz em ter esse tempo. Ele me ajuda, de alguma forma, a manter a saúde.) Então me pergunto Por que não colocar as referências?

Este domingo encarnarei no teu blog

A absoluta falta de vontade de fazer qualquer outra coisa, me jogou na rede. Com uma necessidade louca de gastar meu veneno, comecei a procurar blogs de culinária. Minhas intenções não eram boas. Pelos descaminhos da rede fui para bem distante do objetivo oficial. O pobre bloguinho não tinha nenhuma receita de torta de maçã, mas que material! Que potencialidades meu juízo alterado pelo álcool encontrou! Perdi a vontade de dormir, não conseguirei sair sem uma coleta abundante de fotos e comentários. Se essa história de orelhas quentes funcionasse a pobre tia ia precisar de gelo. Meu primeiro alvo foi a apresentação. Começa com a frase: Vida com charme, elegância e estilo. E logo eu encontro as "artes" da tia, que até deve ser boa pessoa (gosta de cachorros), mas combinar isso com charme, elegância e estilo ...
(Não tem endereço. Quando passar o porre, não vou voltar lá.) Isso por si só, já provou reflexões (profundamente alcoolizadas no início).

Nem sempre é TPM, mas quando é TPM, é sempre ...

Eu me entendo. Não é difícil. Nem sempre meu mau humor é hormonal. Mas quando os hormônios falam (os meus pelo menos) usam a linguagem do mau-humor e da irritabilidade. Não fico o-cão-chupando-manga. Não é suficiente para "sonhar" com a libertação que a suspensão da menstrução (com remédio ou, com o tempo, a menopausa) pode trazer. Esse é o discurso vigente das colegas mais velhas. Às vezes, passam a semana comentado (rememorando) os horríveis calores e benefícios de não menstruar mais. Grande coisa. Como se fosse isso que atrapalhasse a vida. Não é sempre que acontece, mas eu descubro quando a TPM vai-ser-para-valer quando me ocorrem pensamentos estranhos e muito irracionais. Por exemplo, estava vendo o marido colocar o churrasco nos espetos e pensei: Será que esse boizinho era todo branco ou malhado? Pensar no boi em diminutivo? Lembrar como os novilhos tem, na cabeça, entre os chifres, um pelo bem macio e que adoram um cafuné? Não. Não chorei, mas perdi a fome. Vou fazer uma caipiroscka ...

Papoulas em perigo

Tentando dar um aval técnico para a minha compulsão de semear papoulas no início do inverno, fui pesquisar. Lembrando que elas não são "plantas tropicais", poderia ter uma chance. Nenhuma. As variedades gigantes que comprei são para dias longos. Plantar agora e ter plantas vivas??? Só se for no afeganistão! E com as variedades selvagens de lá! As minha sementes híbridas-melhoradas-caríssimas não tem chance mesmo! Na minha expedição em busca de informações encontrei muitas, muitas fotos. Essa me chamou atenção e motivou uma pergunta: QUEM FOTOGRAFA FLORES DE COSTAS? A criatura que fez isso, ou tinha um propósito (obscuro), ou nem se deu conta. Ou seja, é muito significado oculto ou ignorância explícita. Custava dar a volta no canteiro e pegar as flores de frente? Dããããn!

sábado, 15 de maio de 2010

Coisas inexplicáveis

Não vou nem tentar me defender. Fiz e pronto. Comprei uma dúzia ( É não foi um. Não, não era promoção!). Pacotes com sementes de plantas que só podem germinar e sobreviver com sucesso a partir de setembro. (Se já estiver mais quentinho!) Para que? Não sei. Pura vontade. E o pior é que já estou querendo por em vasos! Vontade de matar alguma coisa? Um desejo incontido e inexplicável de assasinato? Terá alguma associação com a minha dura semana? Será mais grave pelo fato de serem papoulas? Preciso me tratar? Na dúvida, vou procurar alguns blogs de culinária. Não vou encontrar respostas, mas desvio a mente para coisas mais positivas. (Nada é mais positivo e real do que comida no prato). E também, se não encontrar o antídoto para esse estado estranho, posso procurar receitas de veneno. Deve ter!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Confissões


Tentando melhorar a tarde, despejando um pouco de endorfinas na circulação, fui buscar um tema que me trouxe alegria ontem. Mostrei o “decorador de cupcake” para minha amiga-menos-má-que-eu. Ela olhou e perguntou: Mas precisa isso? Acabou minha tarde ali. Meus cupcakes são gostosos. Eu sempre acerto a massa. Minha família (criaturas terríveis) dizem que eles são de comer de olhos fechados. Porque eu não sei decorar cupcakes. Porque eles se tornam assustadores depois que passam pelas minhas mãos. Reconheço essa como uma frustração não superada. Não tenho o mínimo talento para mexer com aqueles bicos. Os cremes (seja a receita que for) se espalham de modo caótico, resultando em lambuzo geral. O máximo que consigo, com muito esforço para manter a dignidade dos bolinhos, é jogar chocolate derretido por cima. SÓ FAÇO CUPCKE PRETO! Chega. Vou no banheiro, chorar um pouco!