quarta-feira, 25 de julho de 2018

FRASES MOTIVACIONAIS PERIGOSAS

"HAVERÃO BORBOLETAS QUE NUNCA PASSARÃO POR METAMORFOSE"

Isso é tão complexo que eu preciso me organizar!
Acabei de passar por um baner (Não vou mais usar dois 'n's! Consonantemente em relação ao argumento da colega: Cansei de ser estrangeira! A palavra já está devidamente pertencente ao vocabulário vigente! Só quem conhece a vivente entenderá perfeitamente!).
Está bem visível na entrada do prédio, por alguns centímetros quase bati nele!
As letras em amareloclarainho e o fundo em tons de lilás, puxando para o roxo.
E, é claro, tem borboletas!
Tipo assim:


segunda-feira, 23 de julho de 2018

NÃO VOU LER TI AGORA

Acho que a vibe de fofura ainda vai durar um pouco. Vou seguir na linha da meiguice, procurando outras coisas como Entre Cabras e Ovelhas. Palhaços demoníacos não estão nessa lista.
Por incrível que pareça, achei alguém que também leu. Mas com uma opinião bem diferente.
Achou monótono. (Estou me referindo a Entre Cabras e Ovelhas, não ao IT!)
Não tive essa sensação, li de modo bem pausado, levei vários dias, o final do semestre foi bem pesado. Talvez os ritmos, de leitura e de vida, façam diferença.
Não gostei da capa dessa edição brasileira.

sábado, 21 de julho de 2018

SOMO ÚNICOS

Ou melhor dizendo somos os únicos.
Somente nós e só nós mesmos sem redes sociais (de qualquer tipo).
Quando meu cunhado realizou essa informação, ficou nos olhando com uma cara difícil de explicar. Depois soltou um "Por isso que nunca te achei!"
Como assim, ele imaginava que eu tinha conta no FaceBook e usava outro nome?
Antes que a conversa evoluísse para Por que causa, razão, motivo ou circunstância? Levantei e fui saindo.
Dizer o quê?  Que passo muito bem sem receber o bom dia da cunhada e da sogra? Que não me interessa corrente de oração? Valei-me Nossa Senhora! Ou pior: que as quinhentas fotos de gato, cachorro e churrasco que ele posta não são nada interessantes?
Como é que eu sei tudo isso se um não estou no Face?
Adivinha!

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A FALTA QUE A INTERNET NÃO ME FAZ

Dessa vez atingi minhas metas. Bem antes do final de tudo meus registros estavam concluídos. Assim sendo, se não tem internet, não me afeta!
 Ai, mas e as outras coisas? Se nem o celular está funcionando direito!?
Celular não está funcionando? Isso eu não sei. Mas nem me preocupo. Uso muito pouco essas "coisas".
Não  fiquei andando pelos corredores emitindo suspiros e buscando o melhor lugar para sinal. Nada na minha vida é tão urgente que não possa esperar até mais tarde e, por incrível que pareça, ainda existe  o telefone fixo. Se for caso de urgência, ele toca.
É bem assim, não é sem fio, não tem visor e chia como um velho rádio de pilha.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

COM DOIS 'N's: JOANNA CANNON

Um livro fofo!
Tradução boa, história delicada. Faz rir e faz pensar. Uma boa surpresa porque peguei por acaso, sem conhecer nada sobre.

ESTÁ SOBRANDO DÉJÀ VU [2]

Analogias são poderosas.
Analogias são perigosas.
E o pior: são como droga pesada que causa dependência.
A gente ve a pessoa usando uma vez ou outra e... logo em seguida já não tem controle.
No encerramento, bastava agradecer. Não precisava mais!
Mas a representante da comissão, em estado de alta dependência de analogias, resolve usar a borboleta! Com vídeo e tudo! 
E nem foi original.
Só no fim.
Terminou com um solene  Metamorfoseia borboleta!
Bem, quando chegou nessa apoteose inventiva, comecei a imaginar que a mocinha tinha tomado alguma mais forte do que café. 
Metamorfoseia...
E assim terminamos a tarde.

ESTÁ SOBRANDO DÉJÀ VU [1]

O coordenador, instalado na mesa, está "saltitante". Vi essa cara em maio quando vi um moleque de 8 anos albrindo pacote de figurinha da Copa! A mesmo coisa! Só que em um adulto, participando de uma mesa redonda...
Para completar, na continuidade, a primeira  palestrante se mostra visivelmente  desconfortável com o microfone. Só faltou tentar usar ao contrário.
A segunda também não tem nenhuma intimidade com o equipamento (ou não sabe onde fica a própria boca). Para completar o espetáculo, a projeção de slides se tornou um mistério. Os dois botões, avançar e retroceder, e o botão da luzinha se fundiram em um só ou a criatura tem motricidade muito alterada e aperta tudo junto sempre.
As duas falas foram pontuadas por vários "Não sei como isso funciona" e " Nossa, não sei o que está acontecendo"

quarta-feira, 18 de julho de 2018

A QUEM INTERESSAR POSSA

Não vou nem comentar o discurso contraditório que começa com - não se pode desqualificar os docentes da educação básica por falta de qualidade. E termina com é urgente melhorar a formação inicial porque tem forma professores com graves deficiências conceituais, procedimentais e atitudinais!
Falas assim são bem comuns por aqui, nada de novo.
Talvez por isso, a palestrante seguinte resolveu abdicar de fazer qualquer pronunciamento mais técnico. Resolver contar como, uma vez Paris, entrou em um café aleatoriamente e acabou sentado em uma mesinha ao lado de CNFGDHFY! 
Nossa! Que efeito na plateia! Troca de olhares, risinhos e suspiros...
E eu me perguntando: qual o sentido disso? Por que eu não fiquei dormindo em casa? 
Tentei ver alguma possível ligação. Nenhuma. Ela não vai falar sobre CNFGDHFY (exceto sobre o café), ela não vai falar sobre acaso e eventos randômicos. Podia ter tomado café no mesmo local do duplador do Pateta que não faria diferença. 
(Não, nem eu, nem os outros conhecem o dublador do Pateta. Sim não teria o efeito das trocas de olhares e suspiros... Mas é tão sem sentido quanto a outra situação.)

ACREDITA-SE EM TUDO!

As colegas das Letras até entendo. Entendo até o segundo parágrafo (nem passo da metade da primeira página). As pessoas podem ter apenas a ideia geral da grande biodiversidade que havia na mata atlântica primitiva. Essa biodiversidade é cantada em prosa e verso, tudo bem.
Mas...
"Tinha tanta árvore diferentes uma da outra que só os índios sabiam encontrar no meio da selva."

Então, por consequência, deve ter sido milagre de longa duração que permitiu aos portugueses encheram navios e navios com troncos de pau-brasil!

A SELVA, OS PORTUGUESES E OS ÍNDIOS


É sem dúvida uma teoria que merece atenção.
Que explicação inovadora e como aprofunda as relações de dependência dos europeus em relação aos saberes dos ameripovos. 
Ameripovos! To me beliscando, para ver se doendo a vontade de rir passa!
Vamos manter o foco e caso é:
"Só os índios sabiam reconhecer, no meio da selva, quais eram as árvores de pau-brasil. Os portugueses não conheciam as nossas árvores e precisavam dos índios para isso!"

INGENUIDADE E PACIÊNCIA SENDO TESTADAS!

Valorizar culturas não dominantes? 
Corretíssimo. Ninguém em sã consciência será contra.
Então, qual é o motivo?
Ouvir, pela segunda vez, em menos de um ano, a mesma lenda idiota.
Só isso me dá dois bons motivos para....  Afff!!!
Motivo 1: o Sr Palestrante da UShhhhPI, não mudou nem os slides, nem o discurso. 
Gente, em um ano esse homem podia ter pensado em outras coisas. Podia ter inventado outras lorotas! Isso é preguiça, misturada com falta de memória?
Motivo 2: O que foi interpretado como um improviso, regado pelo entusiasmo do momento, na verdade é falta de juízo e de lógica! Burrice e pretensão juntas!
Junte-se isso com um público bem acrítico porque afinal é Sr Fulano que está entre nós, distribuindo sabedoria...
Mas não é só isso: teve uma novidade. Olha só o meme que o Sr Palestrante trouxe para o encerramento:
Posso com isso?

quarta-feira, 4 de julho de 2018

PESSOA MUITO VELOZ!


Mal acabou o intervalo e a colega apostou na fuga das palavras e descreveu com que afinco as persegue. O café temático rendeu!
Se me comparo?
Não! Cruz em Credo! Ou melhor: Sim, mas não desse jeito!
Coisa difícil de elaborar para explicar.
Eu escrevo a primeira bobagem que me vem. Sem rumo, sem prumo. (Nesse caso, foi só porque rimava!) 
Não há a intenção do escritor que é ser lido. Não vou compartilhar link ou jogar em rede social. Fica entre nós. A exposição ao aplauso, sempre necessário, a captura de likes, e emojis fofinhos me parece coisa perturbadora.
(Sim, eu acho a colega meio perturbada.)

QUANDO A FALTA DE ASSUNTO É O ASSUNTO


Entrei na sala do café e o assunto era esse. Eu nunca imaginei que um grupo se acusando de 'falta de assunto' seria tão tagarela.
A queixa era que, não tinha uma tema para o café.
Em silêncio me perguntei: Oi? Desde quando? Quando começaram os cafés temáticos
Depois entendi, não havia assunto que tivesse continuidade:  chuva, tosses e espirros,  piso molhado, nada, nem Copa, nem Neymar,. Não havia o que aglutinasse a conversa.
Não tem muito mistério. Agora sei que a solução é fácil: basta teorizar sobre bloqueio criativo. De um instante para outro, todas apresentavam seus depoimentos.
Mais um momento de café que foi salvo.
O mundo respira melhor!
 (Eu não, minha renite está horrível. As doenças da estação era o outro tema que estava quase dominando a sala quando saí. Não, sem depoimentos.)



terça-feira, 3 de julho de 2018

TESTANDO A MINHA PACIÊNCIA (II)


A profundidade é tanta que eu fico curiosa: como não se afoga?

Recupero um pouco do que se chama boa vontade e tento direcionar  as explicações para o horizonte dos transtornos. Alguém com mais de trinta anos e emo?
Sim. Como eu não tinha percebido o combo cabelo+maquiagem+discurso?
Por segundos consigo lamentar a triste associação de inteligência e inaptidão para esse mundo. 
Não dura muito mesmo.
Que as pessoas tenham direito a momentos de revisão da própria vida, eu entendo.
Não entendo é ser convidada para a revisão da vida alheia.
Não foi para falar das nossas existências que foi marcada a reunião.
Tento voltar ao tema específico do encontro. Obtenho sucesso limitado.
O que ela quer, um Oscar pela melhor atuação de sofrência existencial sem causa definida?


TESTANDO A MINHA PACIÊNCIA (I)

Eu entendo o desejo de aparatar, ou de modo mais antigo, de se teletransportar.
Não entendo o de viver dentro de uma foto.
Não entendo as fantasias de viver em um lugar que nunca vi de verdade.
Ela olha uma foto. Uma floresta centenária (literalmente).
Imagina que se morasse por ali, nas redondezas, a vida seria diferente.
Passar entre as árvores tornaria os dias melhores.
A estrada na floresta permitiria que a vida tivesse outros rumos.
Eu ouço. Olho. Calo.
Dizer o que?

segunda-feira, 2 de julho de 2018

ONDE PARAMOS? (II)

Não quis contradizer a colega.
Sim, estamos em um tipo de labirinto. Até esse ponto, concordo.
Agora, Labirinto de Chartres?
Querida é demais!
Primeiro, ao final do dito cujo está Deus (Segundo a minha mãe.) e todo fiel que percorrer os caminhos do labirinto chegará lá. Não há empecilhos, apenas um longo trajeto!
No nosso caso, nada é garantido, há vários pontos intransponíveis e desvios necessários.
Pela falta total de aplicação do exemplo, posso supor que a colega quer ostentar uma visita a Chartres?
Se foi isso, não funcionou.
Não houve pergunta sobre o labirinto famoso. O tratamento foi o mesmo que teriam as cercas vivas da pracinha das crianças.

A EVOCAÇÃO

De onde veio tanta memória? 
De uma lista de compras perdida no carro. Mania minha, faço a lista e esqueço na mesa, na bolsa, no carro. Em geral dá certo. Minhas listas de compra não são muito longas.
Essa foi especial para lembranças e considerações variadas sobre consumo sem propósito. Estava escrita em um papel de propaganda que apareceu na caixa do correio. Papel bom, pensei. Propaganda bem elaborada, arte bonita e...vários centímetros de espaço que vai virar minha lista!
Na vitrine da papelaria ao lado do correio, momento coincidência-incrível-epifania: bloquinhos de compras. Várias propostas: listas fofas com bichinhos, com corações  flores bem românticas ou mais práticas com menos enfeites.

Nunca compraria. E se ganhasse, daria outra utilidade. (Qual? Sei lá! Não ganhei, não tenho que resolver.) 
Horaria a tradição da família.


ANTIGOS COSTUMES


Na casa de meus avós papel era tratado como algo precioso. Minha avó guardava com cuidado papéis de presentes. Meu avô se ocupava com os papéis de compras do cotidiano. Eram de cor parda, rosa ou azuis (bem menos comuns). Acho que ninguém mais lembra deles. (Dos papéis, não dos meus avós! Enquanto eles tiverem netos vivos (e lúcidos) as lembranças estão garantidas!) 
Os papéis tinham vários usos na família. Os maiores, emendados com fita adesiva, viravam moldes para costura. Os menores eram cortados, furados e costurados, serviam de bloquinhos de anotação.
Sim, fui criada por gente muito comedida, minimalistas e adeptos da utilização máxima dos recursos. Não por ideologia, mas porque a necessidade ensinou.